Problemas de saúde causados pela baixa umidade do ar

Quem sofre de rinite, por exemplo, sabe que a situação piora quando o tempo está seco. O nariz escorre, os olhos lacrimejam, a garganta coça e até o ouvido sente o incômodo. Mas esse é apenas um dos problemas de saúde que a baixa umidade do ar traz para a população.

De acordo com especialistas, a recomendação é que a umidade relativa do ar esteja entre 30% e 70%. Fora desse nível, o corpo já começa a sentir os efeitos do fenômeno.

O que é a umidade do ar é por que ela é importante?

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas, a umidade relativa do ar corresponde à quantidade de vapor de água na atmosfera em relação à máxima capacidade que poderia existir, em uma determinada temperatura.

Normalmente, a umidade do ar costuma ser baixa durante o inverno e na primavera, dependendo da região. No Nordeste, por exemplo, a estação das flores é uma das mais secas do ano.

O resto nós já sabemos. A baixa quantidade de chuva, associada a um clima quente e à poluição do ar, contribui para que o corpo sofra os efeitos e os problemas de saúde apareçam.

Além da rinite, conjuntivite alérgica, viroses, infecções, asmas e até um Acidente Vascular Cerebral (AVC) são mais recorrentes nos períodos de baixa umidade.

O nosso corpo precisa de água para sobreviver. Quando o tempo está seco, a tendência é ficarmos desidratados. Como consequência, ele passa a ter dificuldades para fazer atividades básicas, como respirar. É por isso que a baixa umidade do ar atrapalha as mucosas que se estendem do nariz até a garganta.

Vamos verificar, mais de perto, como funciona cada um desses problemas de saúde.

Seis problemas de saúde que aparecem em períodos de seca

  1. Rinite: Se o tempo está seco, há mais partículas que causam alergia no ar, o que compromete o trabalho das mucosas. Além disso, elas já estão sofrendo com a desidratação. Por isso, o corpo reage espirrando ou com coriza, que são formas de fazer as partículas irritantes saírem do organismo.
  1. Conjuntivite alérgica: Assim como funciona com as mucosas do nariz e da garganta, o tempo seco contribui para que agentes poluidores entrem em contato com os olhos. Nessa hora, os olhos coçam e lacrimejam, além do aparecimento de vermelhidão. Ácaros, pólen e a própria poeira são os principais causadores do problema.
  1. Viroses e infecções: Como uma virose é transmitida pelo ar, por água contaminada ou até pela saliva que sai da boca, o tempo seco contribui para disseminar o vírus, já que a pessoa que espirrou em um ambiente, por exemplo, deixará o vírus no ar. Sem contar a desidratação do corpo, que diminui a imunidade e aumenta o risco de contrair infecções.
  1. Asma: A doença crônica é resultado da inflamação dos brônquios. O Ministério da Saúde alerta que os sintomas incluem tosse seca, dificuldade de respirar e aperto no peito. Como pessoas asmáticas costumam ter inflamação nos brônquios, já há uma dificuldade para respirar. Com o ressecamento das mucosas por causa da baixa umidade, os sintomas só pioram.
  1. AVC: A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo explica que a desidratação, comum em períodos de seca, agrava os problemas cardíacos em indivíduos que já sofrem com os sintomas. Pessoas hipertensas também devem ficar alertas, pois a baixa concentração de água no sangue aumenta a pressão arterial e obstrui veias e artérias.

Como se prevenir?

Além de ingerir bastante água e líquidos, como sucos e chás, a recomendação é hidratar o nariz com soro fisiológico. Para os olhos irritados, os colírios ajudam. É importante, também, evitar os ares-condicionados e escolher os umidificadores de ar.